O Grupo Divulgação nasceu da necessidade de conhecer e estudar teatro. Na sala do Diretório Acadêmico Tristão de Athayde, da Faculdade de Filosofia e Letras, um grupo de universitários se reunia para ler textos dramáticos. Aos poucos, surgiram dentro da faculdade, demandas para as diversas ‘Semanas’ promovidas por cada curso. Assim, começamos a dar vozes a poetas, ilustrando conferências - Carlos Drummond, Manuel Bandeira, Cecília Meirelles, Vinicius de Moraes e muitos outros, como García Lorca e Pablo Neruda.
Nossa juventude, inflamada pelos anos de chumbo que começaram a entrar na avenida, sentia a necessidade de dividir palavras que resultassem em ação. E, atendendo aos professores, chegamos a um espetáculo de versos e canções batizado de Amor em Verso e Canção, apresentado na Semana do Laticinista, a convite do Prof. Délio Dias e, depois, no D.A. Em seguida, fizemos Cancioneiro de Lampião, Morte e Vida Severina e o bicho do teatro entrou em nossa vida.
Teatro é uma arte gregária, necessita de cumplicidade, de público. Sem ele não existe essa arte de comparsaria. Se antes nos reunimos para o aprendizado, depois, queríamos dividir, principalmente, com a classe estudantil a que tínhamos pertencimento. Surge então o nome DIVULGAÇÃO! Esta palavra de ordem daria sentido a jovens universitários que, ingenuamente, achavam que com sua arte poderiam mudar corações e mentes.
Assim, estamos chegando aos 60 anos gritando no deserto, na tentativa de divulgar ideias que possam fazer o mundo avançar, ainda que minimamente. Tocando tambor e despertando uma sociedade, em que podemos afirmar que “Mede-se a cultura de um povo pelo seu teatro” – García Lorca

