“A morta insepulta” é uma adaptação do diretor José Luiz Ribeiro para o texto “A morta”, de Oswald de Andrade, encenada na cerimônia de inauguração do Forum da Cultura, em 1972. O texto ‘A Morta’ ficou insepulto de 1937 até quando o apresentamos no Forum, durante os anos de chumbo.
Essa obra é uma lição para o nosso tempo, que nos diz em 1937, durante a ditadura militar, ou no atual governo: é necessário falar. Temos uma sociedade morta, que está insepulta, apodrecendo em vida”, explica Ribeiro, que foi diretor do Forum da Cultura entre os anos de 1998 e 2012.
O espetáculo reuniu pela primeira vez integrantes dos três núcleos: adolescentes, universitários e terceira idade.
Reviver 1972, um ano de chumbo, é lançar um grito num tempo em que o poeta, que representa a cultura, se debate num cemitério de surdos e cegos lacrados numa sociedade de bolhas.
Trecho de
Autor: Oswald de Andrade
Versão: Oswald de Andrade
Ano: 2022
Elenco: Hierofante I (Fábio Kelbert), Hierofante II e Cremador (Igor Santos), Hierofante III e Turista Precoce (Marisa Ulhoa), Espectadores (Adélia Bassani, Vilma Reis, Nílda Rita e José Paulo da Silva), Enfermeira Sonâmbula (Fernanda Moysés) Poeta (Pedro Moysés), 1ª Beatriz (Vitória Beatriz), A Outra de Beatriz e Mãe (Bia Valed), 2ª Beariz (Geovana Santigo), Horácio Caronte (Yuri Ávila), Policial Poliglota, Juiz e Urubu (Dowglas Mota), Senhora Ministra (Vilma Nunes Reis), Dama das Camélias (Adélia Bassani), Miliciano (Diego Correia), Atleta Completo (Hugo Vieira), Pai (José Paulo da Silva), Menino de Louça (Aian Cruz), Cremadores (Fernanda Moysés, Pedro Moysés, Marisa Ulhoa, Yuri Ávila, Nílda Rita e Yuri Ávila), Coro das Tumbas Dançantes (Ana Beatriz Rodrigues, Bia Valed, Ester Santiago, Hugo Vieira, Aian Cruz, Laís Fonseca e Nanda Queiroz).
Figurino: Malu Ribeiro
Preparo vocal: Márcia Falabella
Apoio Cênico: Marise Mendes
Fotos e Registro Videográfico: Açucena Arbex
Luz e Direção: José Luiz Ribeiro