Um grupo de teatro, que existe há quase seis décadas, pode, vez por outra, repensar sua trajetória e mergulhar em projetos impensáveis para um determinado tempo.
Juntar, como os três tenores, os três grandes tragediógrafos gregos, Esquilo, Sófocles e Eurípedes, em um espetáculo cheio de referências míticas não foi fácil, mas é uma boa aposta.
Em 1968, ano do AI5, fizemos Electra, em 1990 montamos Édipo Rei, em 2009 encenamos Antigone, em versão de Léon Chancerel, e em 2019 cometemos um ato de rebeldia com Os Filhos de Prometeu. Para quem faz teatro, é sempre restaurador uma volta às origens através dos grandes clássicos.
Descobri que a vanguarda é sempre a retaguarda que o mundo esqueceu. E contra muitas opiniões em contrário, apostamos em Sete contra Tebas, de Ésquilo, como ponto inicial para uma pesquisa que nos apontasse uma grande contemporaneidade. (...)
Trecho de
Autor: José Luiz Ribeiro
Ano: 2024
Elenco: Ashley Assis (Coro), Clara Almeida (Io, Serva e Coro), Helena Vasconcellos (Atena, Ismênia e Coro), Igor Santos (Cadmo, Preceptor, Creonte), Lendel Smânio (Agenor, Ares, Arauto e Coro), Letícia Rezende (Coro), Lúcio Araújo (Guardião, Mensageiro e Coro), Márcia Falabella (Pélops, Sacerdotisa, Sombra, Tirésias, Antígone e Coro), Mateus Omar (Dragão, Esfinge, Servo e Coro), Pedro Moysés (Laio, Édipo e Eteócles), Victor Dousseau (Apolo, Crísipo e Polinices).
Preparo vocal, diagramação da revista-programa e cartaz: Márcia Falabella
Revisão de texto: Marise Mendes
Banner: Franciane Lúcia
Registro videográfico e fotográfico: Dowglas Mota e Taynara Miguel
Figurino:Malu Ribeiro
Sonotécnica: Gabriel Rotondo
Cenário, trilha sonora, música original, luz e direção: José Luiz Ribeiro
Apoio: Integrantes do Grupo Divulgação, bolsistas e funcionários do Fórum da Cultura.